histórico da vasp

Cento e quarenta e quatro mãos dos 72 empresários reunidos no histórico 4 de Novembro de 1933 vão dar a maior força para a Aviação Brasileira ao fundar aquela que daqui a 50 anos e um dia receberá um A300, que então será o seu maior avião de todos os tempos! Assim surgiu a VIAÇÃO AÉREA SÃO PAULO ou simplesmente VASP. Com uma modesta frota de 2 bimotores ingleses Monospar, iniciou seus vôos. Sua frota logo se expandiu em 1934 com a chegada de um Dragon Rapide. Em 1936 começaria a hoje famosa Ponte Aérea Rio-São Paulo com seus primeiros trimotores Junkers JU52. No mesmo ano começa a construir com recursos próprios o seu próprio campo de pouso (hoje Aeroporto de Congonhas), o que faz surgir a necessidade de capital, é nesta época que a VASP torna-se uma empresa estatal, passando as mãos do governo paulista!

A adoção de aeronaves como DC3, DC4, C46, YS11 Samurai, Vickers Viscount marcam o decorrer de sua história. A VASP entra na era a jato ao trazer os então modernos BAC1-11. Em 1969 uma revolução na empresa. A encomenda dos primeiros Boeing 737-200 levaria a VASP a um patamar que seria mantido até os seus 70 anos! A chegada dos pioneiros PP-SMA/SMB/SMC e SMD com um rasante em formação sobre Congonhas marcariam para sempre a imagem da VASP e o valente Boeing 737-200. Mais tarde em 1977, a hora seria de investir com a chegada dos Boeing 727-200, chamados de Super 200 para diferenciar dos 727-100 operados por Varig/Cruzeiro e Transbrasil. Mas isso não era tudo. A VASP desejava voar para o exterior e não obtinha autorização para isso, mas a VASP persistiu na vontade de encomendar aeronaves de porte, que logo seriam os A300B4. Autorização negada restou a VASP a optar pelo A300B2 de menor alcance, em operação criticada até hoje, devido à aeronave ter um alcance realmente muito menor ao B4, tornando-se um avião que não iria muito longe sem escalas (Brasil x EUA, por exemplo!)

Em 5 de Novembro de 1982, chega a Congonhas o PP-SNL, A300 número 202, a grande estrela da VASP. Em 8 de Novembro e 31 de Janeiro chegariam o PP-SNM e PP-SNN, fechando assim a encomenda dos gigantes europeus. A empresa durante a década de 80 aumentou sua frota de 737-200 e em 1986 introduziu os Boeing 737-300 e começava a retirar os Boeing 727-200. Em 1987 iniciou-se um processo de auditoria na empresa para privatização e esta foi realizada em 1 de Outubro de 1990, com o grupo VOE/CANHEDO assumindo o controle da companhia. Com excelente trânsito em Brasília, o empresário Wagner Canhedo e sua típica ousadia empresarial, tirariam a VASP do anonimato internacional trazendo os DC10 e MD11 (que ofuscaram os A300 por um longo tempo na frota) e começou a voar aos quatro cantos do planeta, além de uma expansão da frota de 737-300 e a introdução do tipo 737-400 na frota. Em 1992, um fato inédito ocorre na companhia, companhias de leasing tomam praticamente metade da frota da VASP. A frota própria, sempre foi a grande tacada da companhia e segurou a empresa nos ares, Canhedo então retoma fôlego e lança novamente a empresa ao mercado internacional com a maior frota de MD11 da América Latina, superior a VARIG inclusive na época. Em 2000 a desvalorização da moeda, força a VASP a novamente ver suas aeronaves arrendadas serem devolvidas pela deslealdade de arrecadar em real e pagar leasing em dólar! Canhedo mais uma vez segura com mão firme a empresa e solidificada em sua frota de A300 e 737-200 todos pagos e dando lucro a um bom tempo, fecha-se no mercado doméstico, adicionando o verde/amarelo ao logotipo e solidificando a VASP novamente. Aos 70 anos, a VASP operava praticamente em todo território nacional, com seus A300 e 737-200 em sua malha de vôos e os 737-300 na ponte aérea. Em Setembro de 2005 o DAC ordenou a parada do PP-SMA, PP-SMC, PP-SMQ, PP-SMR, PP-SMS, PP-SMT, a companhia não iria resistir! Iniciou uma parada gradativa de toda a frota, em Dezembro de 2004 e Janeiro de 2005 dava-se ao luxo de operar 6 aeronaves apenas, sendo os mais comuns PP-SOU, PP-SFJ, PP-SFN, PP-SNB, PP-SNA, PP-SMH, PP-SPF, PP-SPH, PP-SPG, em uma estranha malha onde aviões paravam onde não tinha mais passageiros, mesmo que fosse na primeira perna do vôo. Em Salvador ocorreu o recorde de 8 aeronaves paradas no pátio de carga, aguardando paxs e combustível. Em 27 de Janeiro a companhia parou de voar e seus aviões ficaram espalhados pelo país, os 737-300 retomados pelos arrendadores e os 737-200, 727-200 e A300 a mercê de um sombrio futuro. A empresa tenta se reerguer e presta hoje serviços de manutenção a terceiros e tenta arrendar suas aeronaves para outras empresas, com a fiel esperança de voltar a voar um dia.

A300 na vasp

Lima, o indicativo solitário na cauda do A300 PP-SNL era o sinal do primeiro widebody da companhia, a estrela maior! Se nas outras empresas o A300 havia feito um barulho altamente perceptível, na VASP a coisa seria muito maior entre passageiros e tripulantes! Com o uso dos gigantes em ambiente doméstico, a empresa não só seguia firme o slogan JEITO BRASILEIRO, PADRÃO INTERNACIONAL, como introduziu os novíssimos aviões em cidades que até então não dispunham de aeronave de tal porte em rotas domésticas e diárias! A chegada do A300 em Teresina, São Luís, Maceió era motivo para capa de jornal e reportagens na TV como ocorreu em Teresina. Além disso, Recife, Fortaleza, Salvador, São Paulo, Rio entre outras cidades recebiam os majestosos aviões. Em 1983, com a frota completa de A300, a VASP iniciou os sonhados vôos internacionais (que já não eram novidade na empresa, pois operava a Bariloche com 727 e 737), com charters a Aruba e Orlando com os A300.

Entre os tripulantes o avião gozava de apelido até curioso! MERCEDÃO (A Mercedes Benz indiretamente faz parte da Airbus!), mas o por que do apelido não era nada glorioso! Pilotos de 727-200 acostumados a Mach 0.84 até 0.86, passaram a deparar-se com uma aeronave bem maior e com um mach 0.78 em cruzeiro, que então os fazia lembrar os pesados caminhões da Mercedes nas estradas Brasileiras. Além disso, a aeronave era conhecida como Epaminondas, pois a VASP criou um personagem para anunciar a chegada do avião, e o nome do gigante era Epaminondas, cujo A300 seria tão grande como ele! Não bastassem os apelidos, coube ao A300 lançar a nova pintura da companhia, com as 3 listras em diferentes tons da cor primária da empresa: AZUL! Os entusiastas de aviação na época logo arranjaram mais um apelido referente à aeronave, pois a pintura seria algo parecido com "suruba de minhoca". Em 1985 a aeronave participaria da inauguração oficial do Aeroporto de Guarulhos.

A passagem da aeronave era de muito prestígio na companhia, até a sua privatização, pois a introdução dos DC10 e MD11, deixou os A300 limitados a vôos domésticos, charters a Aruba e vôos regulares a Buenos Aires. Nesta fase da década de 90 até os presentes dias, os A300 passaram a compor vôos oriundos de São Paulo que então tinham como destino Rio-Salvador-Recife-Fortaleza, Brasília-Manaus e Porto Alegre. Em 1990, o PP-SNN acabou por ser arrendado ao LLOYD AEREO BOLIVIANO em cores básicas da própria VASP e retornou no próprio 1990 a frota da companhia. Com a reformulação da VASP, o PP-SNL acabou entrando em check D e a não necessidade da aeronave em vôo acabou por condená-lo a longas férias, estando em check D desde 2001 até os atuais dias, porém não considerado WFU, ainda em 2001 quando em vôo, o SNL fez pouso em Salvador como VP4195 estourando todos os pneus em falha do reverso, sem maiores conseqüências para aeronave e passageiros.

O PP-SNM e PP-SNN acabaram por fixar seus vôos nas rotas VP4194/95 e VP4264/65, tornando-se então freqüentadores mais que assíduos de Porto Alegre, Rio de Janeiro, Guarulhos, Salvador, Recife e Fortaleza. Em 2003 houve um breve hiato na sua presença nos céus Brasileiros, pois os 3 encontravam-se em revisões e chegaram a acumular quase seis meses sem voar, o que logo foi resolvido com a volta do PP-SNN aos céus, seguido do PP-SNM. Então não eram mais a estrela de marketing da VASP, mas sem dúvida junto aos 737-200 (inclusive o pioneiro PP-SMA...) eram os responsáveis pela continuidade dos serviços da VASP... mas em 2004 os A300 voltaram a deixar de voar por algumas semanas, mas o PP-SNM voltou a operar por um curto tempo e parou logo em seguida em Guarulhos, logo depois o DAC interditou 6 Boeing 737-200 e como se perdesse a força sem o seu pioneiro PP-SMA entrou em parafuso e encerrou operações graças a uma proibição do DAC em 27 de Janeiro de 2005, quando a empresa já operava em regime precário revezando 6 aeronaves em suas poucas operações diárias, chegando até a fazer promoções verbais no saguão do aeroporto na tentativa de preencher lugares.

Principais aeronaves da VASP durante a operação dos A300...

A300B2K-203 - PP-SNL/SNM/SNN

Boeing 727 Super 200(1977-1989) PP-SNE/SNF/SNG/SNH/SNI/SNJ/SMK/SRK, atualmente existem os B727F da VASPEX PP-SFC/SFG

B737-300 do pioneiro PP-SNQ, por diversos, hoje restam o PP-SFJ/SFN/SOT/SOU.

Airbus A300

Boeing 727-200

Boeing 737-300/400

Boeing 737-200, do pioneiro PP-SMA por diversos, hoje são ainda 19 aeronaves PP-SMA/SMC/SMF/SMG/SMH/SMP/SMQ/SMR/SMS/SMT/SMU/SMZ/SNA/SNB/SFI/SPF/SPG/SPI...

MD11 (1992-2000)

DC10 PP-SOM/SON/SOV...

Boeing 737-200

Douglas MD11

Douglas DC10

A300BR - A300 na VASP - a300br@asasdabahia.com.ar