
histórico da varig
Alemães na aviação Brasileira já não era novidade na década de 20 e foi justamente um imigrante alemão chamado Otto Meyer que criaria um dos maiores símbolos que o Brasil teria em sua história! Todo país tem seu símbolo, a França tem a Torre Eifel e a Air France, a Itália suas massas e a Alitália, a Espanha suas touradas e a Ibéria, pois o Brasil tem o futebol e a VARIG. VARIG, Viação Aérea Rio Grandense, nome que ficaria marcado na história do país, mas voltemos a sua própria história! O hidroavião Dornier Wal, batizado de ATLÂNTICO, era arrendado justamente da CONDOR que anos mais tarde viraria CRUZEIRO e seria comprada pela VARIG e estrearia os A300 no país, engraçado não? A VARIG utilizou aviões alemães como os Junkers F13 e JU52 além dos De Havilland Dragon Rapide. Sua trajetória era de ser apenas mais uma empresa aérea nacional até o sinistro 1965, quando da noite para o dia assumiu as rotas da então falida Panair! Começava ali o reinado da VARIG.
Embaixada não oficial do país em diversos lugares, a VARIG passou a abraçar o mundo sozinha, sendo a empresa de bandeira do país, utilizando aeronaves tipo DC8, Boeing 707 e Caravelle. Na década de 70 introduziu os Boeing 727-100, 737-200 e os McDonnell Douglas DC10-30. A CRUZEIRO passava por dificuldades e a VASP fazia um chora-chora para derrubar o preço da empresa azul, assim a VARIG chegou por cima e pagou o valor requerido pela CRUZEIRO, assumindo o controle acionário da companhia e passando a dispor de uma segunda marca, com a qual poderia fazer experiências, sem arriscar a sua imagem.
A CRUZEIRO então em 1980 encomenda quatro Airbus A300, um avião revolucionário, dotado de apenas dois motores e fuselagem larga, algo inédito na aviação mundial. Os A300 desempenharam acima da expectativa seu papel na CRUZEIRO, levando a VARIG a assumir o recebimento das duas últimas unidades encomendadas sob suas cores, chegando assim o PP-VND e logo depois o PP-VNE. Sua passagem só se encerraria com a padronização de frota, adotando o então inferior Boeing 767-200 (em relação ao A300 sem dúvidas é um avião inferior. O 767-300 é outro caso). A VARIG desde a década de 80 era a única operadora de Boeing 747 do país e assim ficou até o fim da década de 90. Assumiu aeronaves como Boeing 737-300, 767-300, 747-200/300/400, MD11 entre outros, fez crescer a RIO SUL com uma sólida frota de Boeing 737-500, Embraer 120/145 e Fokker 50. Em 1993 desativou a CRUZEIRO e dois anos mais tarde assumiria a NORDESTE. Seu crescimento a passos largos como monopolista do mercado internacional de aviação havia sido quebrado na década de 90 quando VASP e TRANSBRASIL se lançaram ao perigoso e volátil mercado de vôos internacionais, ambas saíram em situação desesperadora do mercado e a TAM passou a operar no mercado internacional também. Ao completar 75 anos trouxe aeronaves de última geração como os Boeing 737-800 e 777-200. Mas uma grave crise quase leva o símbolo nacional para o posto de mito histórico. Perdeu aeronaves como os Boeing 737-700 e 767-200 retomados pelos arrendadores, viu sua imagem ficar denegrida perante a confiança internacional dos arrendadores de aeronaves e teve que reativar os então "decadentes" Boeing 737-200 que haviam sido retirados como aeronaves obsoletas em 2001. O retorno dos 737-200 aliado a uma força de espírito dos funcionários manteve a velha VARIG nos ares, mas nem com toda força de vontade os efeitos das más administrações ao longo dos seus 79 anos e a política antiquada do Brasil para com a aviação fez a VARIG se manter no topo, caindo para o terceiro lugar no mercado doméstico e ainda assim líder no internacional, no entanto teve que engolir a obrigação de fundir suas subsidiárias Rio Sul e Nordeste, bem como a tentativa de uma fusão com a TAM. Atualmente atravessa uma grave crise, com vários aviões parados, diversos planos de recuperação e venda com entraves na justiça e sua existência ameaçada, o que não seria bom para ninguém no meio aeronáutico Brasileiro.
A300 na varig
Quando os Airbus chegaram a VARIG, já não eram uma palavra nova na aviação Brasileira, muito menos Sul-Americana! A operação dos aviões sob cores da Cruzeiro, Condor (Colômbia), Viasa (Venezuela) já haviam acostumado os passageiros ao conforto que a aeronave oferecia e justamente o "barulho" que a aeronave provocava com os comentários diferidos por aqueles que voavam CRUZEIRO, levou a VARIG a receber os dois aviões restantes da encomenda de quatro aeronaves por parte da Cruzeiro, assim em 3 de Junho de 1981 chegaria ao Brasil o PP-VND, imediatamente aplicado as rotas da VARIG e o mais importante, em suas cores!
A aeronave atuava em mercados não diferentes dos da CRUZEIRO, afinal na prática eram uma companhia só, a não ser aquelas rotas aos países que exigiam a operação de aeronaves em cores da operadora do vôo. Em 23 de Junho de 1982, quando até a VASP já tinha encomendado os seus A300, a VARIG recebeu o PP-VNE. A presença dos A300 na VARIG/CRUZEIRO não só satisfazia a passageiros, como tripulantes, mas incomodava principalmente a Boeing, afinal era completamente desagradável a operação de uma aeronave rival em um cliente tão tradicional que operava de 737 a 747 passando por 727 e 707! A pressão sobre a VARIG deu resultado para a Boeing em 1986 quando chegaram os primeiros 767-200 arrendados que foram substituídos no ano seguinte por seis unidades do 767-200ER matriculados PP-VNN/NO/NP/NQ/NR/NS. Ali foi selado o destino dos A300.
A primeira aeronave a se retirar da companhia foi o PP-VNE que foi para o Japão em Dezembro de 1989 e finalmente em 15 de Junho de 1990 a VARIG encerrava a atuação pelo menos até os dias atuais do A300B4 no Brasil com a venda do PP-VND a AIR JAMAICA, nesta data a Cruzeiro já havia vendido as suas duas unidades! Depois do A300 apenas o Boeing 777 já em 2001 veio a provocar tanto barulho entre os passageiros!
Principais aeronaves da VARIG durante a operação dos A300... |
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Airbus A300 |
Boeing 747-200/300 |
Douglas DC10 |
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Boeing 767-200/300 |
Boeing 727-100 |
Boeing 737-300 |
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Boeing 737-200 |
Boeing 707 |
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